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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Estudemos agora sobre a intensidade e como o MACD nos mostra isso. Quando temos o histograma positivo ( ou negativo) crescente e decrescente com baixa (ou alta) intensidade;

 Moraes, vamos entrar agora na parte mais “suave” e ao mesmo tempo mais poderosa do MACD: a intensidade.

Isso é essencial porque a intensidade não fala apenas da direção do momentum — fala da qualidade dele.
É quase como sentir a força da onda antes dela bater na praia.

Quando olhamos para o histograma do MACD, temos três perguntas fundamentais:

  1. Ele está positivo ou negativo? (lado da força)

  2. Ele está crescendo ou diminuindo? (aceleração)

  3. Ele está fazendo isso com alta ou baixa intensidade? (qualidade da aceleração)

A terceira pergunta é onde está o refinamento.


1. O histograma crescendo com baixa intensidade

Imagine que você vê o histograma positivo aumentar, mas de forma tímida:
barras curtas, subindo centímetro a centímetro, quase preguiçosas.

Isso significa que:

• Há aceleração compradora, mas…
• Essa aceleração é pequena, frágil, inconsistente.
• O mercado está subindo, porém sem convicção.
• Pode ser só uma correção dentro de uma estrutura maior de queda.
• Pode ser um movimento inicial ainda sem tração real.

É como um motor que funciona, mas engasga. Anda, mas sem potência.
Em tendência forte, isso geralmente indica que a onda atual é corretiva, não impulsiva.


2. O histograma crescendo com alta intensidade

Aqui a história muda completamente.

Barras grandes, crescendo rapidamente, ganhando tamanho como se tivessem pressa.

Isso revela:

• Compradores acelerando com força real.
• O mercado não só sobe — ele sobe com ímpeto.
• Há interesse, há volume (mesmo que não esteja olhando o volume diretamente).
• A onda tende a ser impulsiva.
• Quanto maior a intensidade, mais difícil se torna uma reversão imediata.

Em mini índice e cripto isso aparece de forma clara:
quando o histograma explode em intensidade, o movimento costuma andar sem olhar para trás por alguns candles.


3. O histograma decrescente com baixa intensidade

Agora o histograma está diminuindo — mas devagar, quase sem vontade.

O que isso diz?

• A força dominante está perdendo impulso, mas de maneira suave.
• Pode ser apenas uma pausa antes de continuar.
• Pode sinalizar uma correção saudável dentro da tendência.
• Não necessariamente indica reversão.

Quando a queda de intensidade é pequena, o mercado geralmente não está “desistindo”, apenas respirando.

É como um atleta que diminui o ritmo, mas não está cansado — só está controlando a cadência para continuar.

Para quem opera ondas de Elliott, isso é praticamente a assinatura de uma onda 4 comportada.


4. O histograma decrescente com alta intensidade

Esse é o alerta.
É quando a desaceleração é poderosa.

Barras positivas diminuindo de tamanho muito rápido
ou barras negativas perdendo força de forma abrupta.

Isso representa:

• A força dominante perdeu energia de forma brusca.
• O mercado acelerou demais e ficou sem combustível.
• A exaustão chegou.
• A estrutura pode estar mudando de tendência.
• O lado oposto está começando a atacar com mais convicção.

Esse comportamento costuma antecipar:

• reversões,
• rompimentos falhos,
• armadilhas,
• pullbacks profundos,
• ou até inversões completas de movimento.

Se você combina isso com fluxo (como você faz), o tape confirma imediatamente:
a agressão dominante some, e a contra-agressão aparece com velocidade.


5. Como isso se encaixa no seu estudo atual (estrutura + MACD + ondas + fluxo)

A beleza está aqui:

• A estrutura te mostra o desenho do movimento.
• O MACD te mostra a força interna desse desenho.
• As ondas te mostram em qual parte da sequência você está.
• O fluxo te mostra se existe combustível para continuar.

Quando a intensidade do MACD se alinha com a estrutura do preço, você está vendo um movimento coerente.
Quando diverge, a estrutura pode estar perdendo alma — e é aí que surgem as oportunidades mais valiosas para o trader técnico refinado.

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