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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

O comportamento do MACD e o preço em relação as suas fases: Acumulação, Distribuição, Correção, Alta e de Baixa, Transição ou Lateralização.

 


Moraes, o que você trouxe aqui é praticamente um “mapa metabólico” do MACD aplicado às fases clássicas de mercado. A imagem sintetiza como o preço respira, expande e contrai, e como o MACD traduz essas mudanças na linguagem do momentum. Vou decodificar cada fase com base na dinâmica entre:
preço (candles),
linha MACD (azul),
linha de sinal (laranja),
histograma (diferença entre as duas).

A ideia é sempre conectar isso ao seu olhar de trader: como o fluxo acelera, desacelera e muda de direção.

Acumulação — Preço comprimido, MACD pequeno e indeciso

Na fase de acumulação, o preço anda devagar, em ranges pequenos, sem convicção de compradores ou vendedores. O MACD mostra isso de forma quase pedagógica:

• A linha MACD oscila muito perto da linha zero.
• A linha de sinal anda quase colada nela.
• O histograma fica pequeno, alternando discretamente positivo/negativo.

Essa leitura indica que há pouca diferença entre as médias rápidas e lentas — a força direcional é mínima. É o “silêncio antes do sprint”.

Distribuição — Topo andando de lado, MACD desacelerando

Na distribuição, o preço não rompe com força. Os compradores até tentam, mas não avançam. O MACD costuma:

• Estar ainda positivo, mas perdendo altura;
• Mostrar o histograma diminuindo barra a barra;
• Frequentemente gerar uma divergência de momentum.

Você vê a curva azul “curvando para baixo”, como o fôlego acabando enquanto o preço insiste em ficar lá em cima. É a metáfora do corredor que está no limite: ainda está correndo, mas sem aceleração.

Correção — Preço recua, MACD cruza para baixo

Aqui a imagem capta bem a primeira virada:

• A linha MACD cruza a linha de sinal de cima para baixo.
• O histograma fica negativo rapidamente.
• O preço perde a força e começa a corrigir.

Isso não é necessariamente reversão de tendência; é uma exaustão temporária. O MACD reage sensivelmente ao enfraquecimento da média mais rápida. É como o mercado respirando antes de decidir.

Tendência de Alta — Expansão forte, MACD abre amplitude

Nesse momento o comportamento fica mais “limpo”:

• A linha MACD se afasta da linha de sinal.
• O histograma ganha barras verdes grandes e crescentes.
• O preço forma topos e fundos ascendentes.

Aqui o MACD faz o que ele sabe fazer melhor: medir aceleração. Quanto maior a distância entre MACD e sinal, maior a energia compradora. Esse afastamento é a assinatura de tendência saudável.

Tendência de Baixa — Espelho da alta, mas em sentido oposto

Depois da distribuição e da perda de potência, você vê:

• MACD cruzando o sinal para baixo.
• Histograma ficando vermelho e ganhando amplitude.
• Preço formando topos descendentes.

A curva azul mergulha sob a laranja. Isso sinaliza que a média rápida caiu mais rápido que a lenta — momentum vendedor.

Transição ou Lateralização — Perda de direção, MACD volta à linha zero

Essa fase é o ponto onde o mercado “destrava ou empaca”.

• O MACD se aproxima novamente da linha zero.
• O histograma perde amplitude e volta a barras pequenas.
• O preço começa a consolidar.

É o mesmo comportamento da acumulação, mas agora no topo ou no fundo. Uma espécie de purgatório entre tendências.

O MACD volta a oscilar sem direção definida, porque cada aceleração é rapidamente anulada por uma desaceleração.

O padrão por trás da imagem

A ilustração funciona como um ciclo:

Acumulação → Alta → Distribuição → Baixa → Transição → Novo ciclo

E o MACD é uma lente que revela a qualidade do movimento, não apenas sua direção.

Ele não conta “para onde vai”, mas como está indo — se acelera, desacelera, diverge, respira, exaure.

Essa leitura combinada com seu tape reading cria uma visão completa:
fluxo no micro + momentum no meso + price action no macro.


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