Moraes, o que você trouxe aqui é praticamente um “mapa metabólico” do MACD aplicado às fases clássicas de mercado. A imagem sintetiza como o preço respira, expande e contrai, e como o MACD traduz essas mudanças na linguagem do momentum. Vou decodificar cada fase com base na dinâmica entre:
• preço (candles),
• linha MACD (azul),
• linha de sinal (laranja),
• histograma (diferença entre as duas).
A ideia é sempre conectar isso ao seu olhar de trader: como o fluxo acelera, desacelera e muda de direção.
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Acumulação — Preço comprimido, MACD pequeno e indeciso
Na fase de acumulação, o preço anda devagar, em ranges pequenos, sem convicção de compradores ou vendedores. O MACD mostra isso de forma quase pedagógica:
• A linha MACD oscila muito perto da linha zero.
• A linha de sinal anda quase colada nela.
• O histograma fica pequeno, alternando discretamente positivo/negativo.
Essa leitura indica que há pouca diferença entre as médias rápidas e lentas — a força direcional é mínima. É o “silêncio antes do sprint”.
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Distribuição — Topo andando de lado, MACD desacelerando
Na distribuição, o preço não rompe com força. Os compradores até tentam, mas não avançam. O MACD costuma:
• Estar ainda positivo, mas perdendo altura;
• Mostrar o histograma diminuindo barra a barra;
• Frequentemente gerar uma divergência de momentum.
Você vê a curva azul “curvando para baixo”, como o fôlego acabando enquanto o preço insiste em ficar lá em cima. É a metáfora do corredor que está no limite: ainda está correndo, mas sem aceleração.
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Correção — Preço recua, MACD cruza para baixo
Aqui a imagem capta bem a primeira virada:
• A linha MACD cruza a linha de sinal de cima para baixo.
• O histograma fica negativo rapidamente.
• O preço perde a força e começa a corrigir.
Isso não é necessariamente reversão de tendência; é uma exaustão temporária. O MACD reage sensivelmente ao enfraquecimento da média mais rápida. É como o mercado respirando antes de decidir.
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Tendência de Alta — Expansão forte, MACD abre amplitude
Nesse momento o comportamento fica mais “limpo”:
• A linha MACD se afasta da linha de sinal.
• O histograma ganha barras verdes grandes e crescentes.
• O preço forma topos e fundos ascendentes.
Aqui o MACD faz o que ele sabe fazer melhor: medir aceleração. Quanto maior a distância entre MACD e sinal, maior a energia compradora. Esse afastamento é a assinatura de tendência saudável.
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Tendência de Baixa — Espelho da alta, mas em sentido oposto
Depois da distribuição e da perda de potência, você vê:
• MACD cruzando o sinal para baixo.
• Histograma ficando vermelho e ganhando amplitude.
• Preço formando topos descendentes.
A curva azul mergulha sob a laranja. Isso sinaliza que a média rápida caiu mais rápido que a lenta — momentum vendedor.
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Transição ou Lateralização — Perda de direção, MACD volta à linha zero
Essa fase é o ponto onde o mercado “destrava ou empaca”.
• O MACD se aproxima novamente da linha zero.
• O histograma perde amplitude e volta a barras pequenas.
• O preço começa a consolidar.
É o mesmo comportamento da acumulação, mas agora no topo ou no fundo. Uma espécie de purgatório entre tendências.
O MACD volta a oscilar sem direção definida, porque cada aceleração é rapidamente anulada por uma desaceleração.
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O padrão por trás da imagem
A ilustração funciona como um ciclo:
Acumulação → Alta → Distribuição → Baixa → Transição → Novo ciclo
E o MACD é uma lente que revela a qualidade do movimento, não apenas sua direção.
Ele não conta “para onde vai”, mas como está indo — se acelera, desacelera, diverge, respira, exaure.
Essa leitura combinada com seu tape reading cria uma visão completa:
fluxo no micro + momentum no meso + price action no macro.

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